Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Ler e Meditar
“A política em Portugal transformou-se numa mega central de negócios”
(Paulo Morais, em entrevista a “Rotary em acção”)
(Paulo Morais, em entrevista a “Rotary em acção”)
A Gripe A
Já são 8 000 pessoas as que, em todo o mundo, morreram com a chamada gripe A.
E muitas delas mesmo estando vacinadas.
É que tem sido muito polémico, também entre os médicos, se tal vacina dá os melhores efeitos ou se terá até consequências secundárias.
Em Portugal, as mortes atingiram já 22 pessoas, sendo certo que algumas delas eram portadoras de doenças crónicas, principalmente de natureza respiratória.
A população escolar está já, em muitos casos, afectada pela gripe A, mas tem sido entendido não ser necessário encerrar as escolas, limitando-se os doentes a ficarem em casa.
Esperemos que a acção seguida seja eficaz.
E muitas delas mesmo estando vacinadas.
É que tem sido muito polémico, também entre os médicos, se tal vacina dá os melhores efeitos ou se terá até consequências secundárias.
Em Portugal, as mortes atingiram já 22 pessoas, sendo certo que algumas delas eram portadoras de doenças crónicas, principalmente de natureza respiratória.
A população escolar está já, em muitos casos, afectada pela gripe A, mas tem sido entendido não ser necessário encerrar as escolas, limitando-se os doentes a ficarem em casa.
Esperemos que a acção seguida seja eficaz.
As injustiças avolumam-se …
Um e-mail que lemos na Net deu-nos conta de uma série bem grande de pessoas que recebem pensões milionárias e muitas acumuladas!
Indigna saber que num país pobre como o nosso, haja quem receba da Segurança Social tão elevadas reformas e muitas vezes com poucos anos de trabalho!
Saltaram de lugares para lugares e de todos eles saíram com o futuro bem assegurado com pensões avantajadas…
E quase sempre os nomes ali indicados foram ministros que depois de abandonarem o governo logo entraram nas direcções das melhores empresas com capitais públicos.
Não se impunha rever seriamente tão injustas situações?
També3m aquele e-mail nome de jovens, filhos ou parentes de governantes que, mesmo sendo recém-licenciados, logo são colocados com bons ordenados e outras “benesses” em boas posições profissionais.
Até já um ministro deu “trabalho” a dois filhos, em departamentos sob a sua tutela!
Este é na verdade, o país em que não há “vergonha” quanto aos favores que se fazem, por uma razão ou outra.
Indigna saber que num país pobre como o nosso, haja quem receba da Segurança Social tão elevadas reformas e muitas vezes com poucos anos de trabalho!
Saltaram de lugares para lugares e de todos eles saíram com o futuro bem assegurado com pensões avantajadas…
E quase sempre os nomes ali indicados foram ministros que depois de abandonarem o governo logo entraram nas direcções das melhores empresas com capitais públicos.
Não se impunha rever seriamente tão injustas situações?
També3m aquele e-mail nome de jovens, filhos ou parentes de governantes que, mesmo sendo recém-licenciados, logo são colocados com bons ordenados e outras “benesses” em boas posições profissionais.
Até já um ministro deu “trabalho” a dois filhos, em departamentos sob a sua tutela!
Este é na verdade, o país em que não há “vergonha” quanto aos favores que se fazem, por uma razão ou outra.
Muitos os pedidos de auxílio
Dadas as muito difíceis (cada vez mais) situações vividas em grande parte das famílias portuguesas, tem aumentado significativamente os pedidos de auxílio junto das instituições ou grupos de voluntários que tem por finalidade a solidariedade.
E ali acorrem a solicitar comida, roupas ou outros produtos necessários, não só os que sempre foram pobres, mas outras pessoas que, de repente, ficaram sem emprego ou que usufruem uma pequena pensão.
Há até, como há pouco vimos, quem, com vergonha de pessoalmente pedirem auxílio, mande os filhos ou a mulher!
De norte a sul do país a situação agrava-se, sendo já muitos que se vem forçados a deixar os Bancos credores a vender as suas casas e outros a terem as rendas já muito atrasadas, correndo o risco de terem de viver na rua.
Felizmente, porém, de uma maneira geral, os portugueses são solidários, valendo dentro das suas possibilidades aos mais carenciados.
Mas bastará?!
Quando será que este país começa a ser bem fadado?!
E ali acorrem a solicitar comida, roupas ou outros produtos necessários, não só os que sempre foram pobres, mas outras pessoas que, de repente, ficaram sem emprego ou que usufruem uma pequena pensão.
Há até, como há pouco vimos, quem, com vergonha de pessoalmente pedirem auxílio, mande os filhos ou a mulher!
De norte a sul do país a situação agrava-se, sendo já muitos que se vem forçados a deixar os Bancos credores a vender as suas casas e outros a terem as rendas já muito atrasadas, correndo o risco de terem de viver na rua.
Felizmente, porém, de uma maneira geral, os portugueses são solidários, valendo dentro das suas possibilidades aos mais carenciados.
Mas bastará?!
Quando será que este país começa a ser bem fadado?!
De acordo!
Como se sabe, o Procurador Geral da República é escolhido e nomeado pelo governo.
E sem por em causa que, até agora, se possa dizer que se tenha politizado aquele lugar, o certo é que será, sem dúvida, mais natural, correcto e isento que o PGR seja indicado pela Assembleia da República, “reforçando a legitimidade democrática do poder judicial”.
Foi nesse sentido que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, em comunicado, já se pronunciou.
Estamos plenamente de acordo, até porque tal solução evitaria que se levantassem suspeitas, em certos casos, relativamente ao exercício das funções do PGR.
E sem por em causa que, até agora, se possa dizer que se tenha politizado aquele lugar, o certo é que será, sem dúvida, mais natural, correcto e isento que o PGR seja indicado pela Assembleia da República, “reforçando a legitimidade democrática do poder judicial”.
Foi nesse sentido que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, em comunicado, já se pronunciou.
Estamos plenamente de acordo, até porque tal solução evitaria que se levantassem suspeitas, em certos casos, relativamente ao exercício das funções do PGR.
Domingo, Novembro 29, 2009
Ler e Meditar
“A solidariedade é como o planeta: é de todos porque serve a todos.”
(Sakarov, na Conferência sobre o combate às alterações climáticas)
(Sakarov, na Conferência sobre o combate às alterações climáticas)
Uma noite por 3 500 Euros!
Noticiou-se que o Presidente do Brasil ao vir a Portugal participar na Cimeira Ibero-Americana, dormirá ou descansará num quarto que custa por noite 3 500 euros (700 000 escudos em moeda antiga).
Quem diria que Lula da Silva, homem do povo, que modesto operário e que apoiou vários movimentos a favor dos mais carenciados e explorados, que sempre combateu com muita frontalidade e coragem um capitalismo selvagem, denunciando as enormes desigualdades económicas entre os brasileiros, chegaria, um dia, a dormir numa cama que custava 3 500 euros.
É certo que Lula da Silva, pelas suas posições sempre assumidas com frontalidade e pelo muito prestígio que justamente alcançou entre a maioria do povo mais pobre, chegou à Presidência do Brasil e é nessa qualidade que tem de participar em reuniões internacionais.
Mas, francamente, não poderá exigir a quem organiza as suas viagens que fosse equilibrado nas despesas a fazer, não pondo em causa a sua simplicidade e os princípios que sempre defendeu?!
Setecentos contos por noite…é algo que choca.
Quem diria que Lula da Silva, homem do povo, que modesto operário e que apoiou vários movimentos a favor dos mais carenciados e explorados, que sempre combateu com muita frontalidade e coragem um capitalismo selvagem, denunciando as enormes desigualdades económicas entre os brasileiros, chegaria, um dia, a dormir numa cama que custava 3 500 euros.
É certo que Lula da Silva, pelas suas posições sempre assumidas com frontalidade e pelo muito prestígio que justamente alcançou entre a maioria do povo mais pobre, chegou à Presidência do Brasil e é nessa qualidade que tem de participar em reuniões internacionais.
Mas, francamente, não poderá exigir a quem organiza as suas viagens que fosse equilibrado nas despesas a fazer, não pondo em causa a sua simplicidade e os princípios que sempre defendeu?!
Setecentos contos por noite…é algo que choca.
Foram só 79 diplomas!
De 80 diplomas, que foram votados no Parlamento, apenas um do governo “escapou” ao chumbo dos partidos da oposição.
Quer dizer que o que ali se passou foi uma primeira prova de força da oposição, da qual esta se saiu muito bem, enquanto o partido do governo e também o Ministro Jorge Lacão não estiveram bem, usando argumentos frouxos e acusando a oposição de intolerância e de abuso da maioria que, agora, tem.
E, claro, ouviu-se, mais tarde, o governo a vitimizar-se, afirmando que a continuar-se assim não haverá a possibilidade de governar.
Como se só se pudesse governar com maiorias absolutas.
O que houve, até agora, foi pouca habilidade ou mesmo sobranceria a mais quanto ao tratamento dos partidos de oposição.
Se a linguagem e postura do governo passado tivessem sido outras, com mais diálogo mais aproximação e aceitação dos adversários políticos e com um melhor conhecimento da realidade portuguesa, talvez que, hoje, fosse mais fácil a este governo exercer as suas funções.
Ameaçar, como parece que já vai acontecendo, com a ingovernabilidade não adianta.
O que é preciso é que haja vontade e humildade em dialogar e conseguir entendimentos entre os partidos.
Há que saber conviver com a democracia seja qual for a sua característica.
Mas, para já, além do adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, pôs-se fim ao pagamento especial por conta, consagrou-se que o Estado pague juros pelos atrasos nos seus débitos, estabeleceu-se o reembolso do IVA entro de 30 dias e o pagamento de juros de mora por parte do Estado, etc.
Quer dizer que o que ali se passou foi uma primeira prova de força da oposição, da qual esta se saiu muito bem, enquanto o partido do governo e também o Ministro Jorge Lacão não estiveram bem, usando argumentos frouxos e acusando a oposição de intolerância e de abuso da maioria que, agora, tem.
E, claro, ouviu-se, mais tarde, o governo a vitimizar-se, afirmando que a continuar-se assim não haverá a possibilidade de governar.
Como se só se pudesse governar com maiorias absolutas.
O que houve, até agora, foi pouca habilidade ou mesmo sobranceria a mais quanto ao tratamento dos partidos de oposição.
Se a linguagem e postura do governo passado tivessem sido outras, com mais diálogo mais aproximação e aceitação dos adversários políticos e com um melhor conhecimento da realidade portuguesa, talvez que, hoje, fosse mais fácil a este governo exercer as suas funções.
Ameaçar, como parece que já vai acontecendo, com a ingovernabilidade não adianta.
O que é preciso é que haja vontade e humildade em dialogar e conseguir entendimentos entre os partidos.
Há que saber conviver com a democracia seja qual for a sua característica.
Mas, para já, além do adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, pôs-se fim ao pagamento especial por conta, consagrou-se que o Estado pague juros pelos atrasos nos seus débitos, estabeleceu-se o reembolso do IVA entro de 30 dias e o pagamento de juros de mora por parte do Estado, etc.
A ausência do Presidente Cavaco Silva
Na sessão de homenagem à memória do Coronel Ernesto Melo Antunes, além dos ex-presidentes da República, Mário Soares, Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, estranhou-se e censurou-se a ausência de Cavaco Silva.
Na verdade, tal homenagem a um político de grande envergadura, com intervenção muito valiosa na Revolução do 25 de Abril e que foi o ideólogo do célebre Documento dos Nove, que muito contribuiu para a instauração do regime democrático do nosso país, não merecia essa atitude por parte do actual Presidente da República.
Melo Antunes foi, sem dúvida, uma figura central e relevante em “travar” a politica radical que alguns queriam desenvolver em Portugal.
Com uma invulgar inteligência e com uma muito meritória preparação política, a Melo Antunes se deve uma persistente e corajosa actividade no sentido de uma democracia representativa e pluralista.
A referida ausência de Cavaco Silva, foi efectivamente, um ponto bem negro na sua vida presencial.
Na verdade, tal homenagem a um político de grande envergadura, com intervenção muito valiosa na Revolução do 25 de Abril e que foi o ideólogo do célebre Documento dos Nove, que muito contribuiu para a instauração do regime democrático do nosso país, não merecia essa atitude por parte do actual Presidente da República.
Melo Antunes foi, sem dúvida, uma figura central e relevante em “travar” a politica radical que alguns queriam desenvolver em Portugal.
Com uma invulgar inteligência e com uma muito meritória preparação política, a Melo Antunes se deve uma persistente e corajosa actividade no sentido de uma democracia representativa e pluralista.
A referida ausência de Cavaco Silva, foi efectivamente, um ponto bem negro na sua vida presencial.
Sexta-feira, Novembro 27, 2009
Automóveis de luxo no Tribunal Constitucional
Através da net, tivemos a notícia de que os 13 Juízes do Tribunal Constitucional, foram, recentemente, “beneficiados” com automóveis de super luxo que, no seu conjunto, custaram 665.504 euros!
E esses automóveis aos respectivos serviços, mas sim, ao uso pessoal de cada um daqueles Magistrados.
A ser verdade tal notícia, será mais um “escândalo” que, numa época de crise, se dotem os membros daquele Tribunal, com uma frota de automóveis de tão elevado custo.
Em vez de uma necessária contenção de despesas, gasta-se dinheiro sem conta, principalmente com quem defende tal contenção na política, pois os Juízes do referido Tribunal são nomeados politicamente!
Não pensarão eles sequer que usando esses carros estão a afrontar a miséria em que muitos portugueses vivem?
Depois, não se queixem da “revolta” que vai existindo em muitos …
E esses automóveis aos respectivos serviços, mas sim, ao uso pessoal de cada um daqueles Magistrados.
A ser verdade tal notícia, será mais um “escândalo” que, numa época de crise, se dotem os membros daquele Tribunal, com uma frota de automóveis de tão elevado custo.
Em vez de uma necessária contenção de despesas, gasta-se dinheiro sem conta, principalmente com quem defende tal contenção na política, pois os Juízes do referido Tribunal são nomeados politicamente!
Não pensarão eles sequer que usando esses carros estão a afrontar a miséria em que muitos portugueses vivem?
Depois, não se queixem da “revolta” que vai existindo em muitos …
Ler e Meditar
“Nos últimos 10 anos a divida portuguesa tem aumentado diariamente 48 milhões de euros”.
(Medina Carreira, em recente entrevista televisiva)
(Medina Carreira, em recente entrevista televisiva)
Deputados em part-time?!
Foi Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, que falou em não desejar que nesse órgão de soberania que dirige haja “deputados em part-time”.
Mas para isso ser possível bastará que se sancionem as ausências ás sessões?
Bom seria que houvesse forma de também sancionar aqueles que se limitam a assinar o livro de presenças, indo depois á sua vida fora do Parlamento.
Enfim, há, na verdade, que moralizar a actuação de alguns deputados que, infelizmente, se limitam a votarem passando a legislatura sem fazerem uma única intervenção.
Claro que é ao eleitorado que compete classificar oportunamente a conduta deles mas, por vezes, são os Partidos que, por esta ou aquela razão, os impõem!
Seria bom que viesse de cima o exemplo da decência na vida política.
Mas para isso ser possível bastará que se sancionem as ausências ás sessões?
Bom seria que houvesse forma de também sancionar aqueles que se limitam a assinar o livro de presenças, indo depois á sua vida fora do Parlamento.
Enfim, há, na verdade, que moralizar a actuação de alguns deputados que, infelizmente, se limitam a votarem passando a legislatura sem fazerem uma única intervenção.
Claro que é ao eleitorado que compete classificar oportunamente a conduta deles mas, por vezes, são os Partidos que, por esta ou aquela razão, os impõem!
Seria bom que viesse de cima o exemplo da decência na vida política.
Anúncios do Vereador da Cultura
António Tavares, actual Vereador da Cultura da nossa Câmara, anunciou o propósito de fazer reviver o Festival de Cinema em moldes diferentes daqueles que durante mais de 30 anos se realizou na Figueira, e também a Gala dos Pequenos Cantores.
Já há muito que defendemos que o Festival de Cinema, em vez de ser exclusivamente destinado a filmes de autor, se transforme também em Festival de Cinema Comercial, embora, evidentemente, com uma escolha cuidadosa.
O C.A.E é um espaço com boas condições para receber com dignidade tão importante iniciativa.
A Gala dos Pequenos Cantores sempre constituiu em evento de relevo, que muito prestigiou, durante anos, a nossa cidade, dando origem a reportagens nas televisões estrangeiras e levando assim bem longe o nome da nossa Terra.
Mas o Festival de Música, de que foi Director o consagrado pianista Sequeira da Costa, que trouxe até nós, em muitos anos, os melhores pianistas de nível mundial?
Talvez que uma reunião com ele pudesse ajudar à Organização de um certame musical de muito mérito, até porque no centro do país não há nenhum Festival de Música do teor daqueles que, em tempos, se realizaram na Figueira.
Para já, fica-nos a satisfação por o Vereador da Cultura ter feito os anúncios que fez.
Já há muito que defendemos que o Festival de Cinema, em vez de ser exclusivamente destinado a filmes de autor, se transforme também em Festival de Cinema Comercial, embora, evidentemente, com uma escolha cuidadosa.
O C.A.E é um espaço com boas condições para receber com dignidade tão importante iniciativa.
A Gala dos Pequenos Cantores sempre constituiu em evento de relevo, que muito prestigiou, durante anos, a nossa cidade, dando origem a reportagens nas televisões estrangeiras e levando assim bem longe o nome da nossa Terra.
Mas o Festival de Música, de que foi Director o consagrado pianista Sequeira da Costa, que trouxe até nós, em muitos anos, os melhores pianistas de nível mundial?
Talvez que uma reunião com ele pudesse ajudar à Organização de um certame musical de muito mérito, até porque no centro do país não há nenhum Festival de Música do teor daqueles que, em tempos, se realizaram na Figueira.
Para já, fica-nos a satisfação por o Vereador da Cultura ter feito os anúncios que fez.
Primeira vitória da oposição
Ficará na história do nosso Parlamento a votação hoje ali realizada sobre o Código Contributivo, que o Governo queria que entrasse em vigor já no dia 1 de Janeiro próximo.
Todos os Partidos da oposição fizeram vingar o seu actual poder, recusando a proposta governamental, tendo adiado por mais 1 ano o começo da vigência daquele diploma.
Embora com argumentação diferente, o certo é que a oposição fez vencimento.
Sucederá o mesmo quanto a outros assuntos polémicos, como o que se relaciona com o modelo da avaliação dos professores?
Pelo menos, parece que a distinção entre professores e professores titulares não vai avante, mas só isso não chega para levar a paz ao sector educativo.
Aliás, todos os Partidos da oposição disseram nas suas campanhas eleitorais não estarem de acordo com o presente modelo de avaliação.
E também é certo que a actual Ministra da Educação já revelou o propósito de encontrar nova solução.
Veremos…
Todos os Partidos da oposição fizeram vingar o seu actual poder, recusando a proposta governamental, tendo adiado por mais 1 ano o começo da vigência daquele diploma.
Embora com argumentação diferente, o certo é que a oposição fez vencimento.
Sucederá o mesmo quanto a outros assuntos polémicos, como o que se relaciona com o modelo da avaliação dos professores?
Pelo menos, parece que a distinção entre professores e professores titulares não vai avante, mas só isso não chega para levar a paz ao sector educativo.
Aliás, todos os Partidos da oposição disseram nas suas campanhas eleitorais não estarem de acordo com o presente modelo de avaliação.
E também é certo que a actual Ministra da Educação já revelou o propósito de encontrar nova solução.
Veremos…
Será derrotismo?!
Alguns responsáveis políticos não hesitam em acusar de derrotistas e pessimistas aqueles que não podem calar os males que vão existindo neste país!
Dizer-se que há já muita miséria e fome, que há agravamento das desigualdades sociais, que engrossa dia-a-dia o número dos pobres envergonhados incapazes de estender a mão á caridade, que a taxa de desemprego tem subido muito significativamente, que são muitas as empresas pequenas e mesmo grandes que encerram portas, que os jovens quantos deles qualificados e talentosos tem que ir para o estrangeiro tentar ganhar a vida, que há ricos mais ricos (quantas vezes á custa da corrupção e outros ilícitos económicos), a criminalidade violenta tem aumentado – tudo isto e muito mais será derrotismo ou mero pessimismo?!
É, sim, a constatação da realidade portuguesa, que as políticas desenvolvidas não tem sido, infelizmente, capazes de resolver.
Não tem sido suficientes todos os meios postos em prática para um eficaz combate á crise, aos males que afectam, e de que maneira, grande parte dos portugueses.
O que tem de chocar-nos ainda mais é verificar que uns parecem “esconder” esses males!
Claro que a crise internacional, que tem sido tão falada, tem influência e grande na situação do país, mas o certo é que para muitas coisas aparece o dinheiro (e são milhões e milhões de euros) e para outras … não há nada!
Não se tenta sequer uma melhor distribuição da riqueza, como aliás se impunha.
Dizer-se que há já muita miséria e fome, que há agravamento das desigualdades sociais, que engrossa dia-a-dia o número dos pobres envergonhados incapazes de estender a mão á caridade, que a taxa de desemprego tem subido muito significativamente, que são muitas as empresas pequenas e mesmo grandes que encerram portas, que os jovens quantos deles qualificados e talentosos tem que ir para o estrangeiro tentar ganhar a vida, que há ricos mais ricos (quantas vezes á custa da corrupção e outros ilícitos económicos), a criminalidade violenta tem aumentado – tudo isto e muito mais será derrotismo ou mero pessimismo?!
É, sim, a constatação da realidade portuguesa, que as políticas desenvolvidas não tem sido, infelizmente, capazes de resolver.
Não tem sido suficientes todos os meios postos em prática para um eficaz combate á crise, aos males que afectam, e de que maneira, grande parte dos portugueses.
O que tem de chocar-nos ainda mais é verificar que uns parecem “esconder” esses males!
Claro que a crise internacional, que tem sido tão falada, tem influência e grande na situação do país, mas o certo é que para muitas coisas aparece o dinheiro (e são milhões e milhões de euros) e para outras … não há nada!
Não se tenta sequer uma melhor distribuição da riqueza, como aliás se impunha.
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Ler e Meditar
“Aumentar impostos é um convite às pessoas e às empresas para saírem do País”
(Alexandre Soares dos Santos, no “Diário Económico”, de 24 do corrente)
(Alexandre Soares dos Santos, no “Diário Económico”, de 24 do corrente)
Presidente do Tribunal de Contas
Guilherme de Oliveira Martins acaba de ser reconduzido nas funções que desempenhava como presidente no Tribunal de Contas.
E com toda a justiça, porque tem agido sempre com exemplar isenção e grande competência, sendo merecedor do respeito e admiração de todos aqueles que desejam ver fazer-se boa justiça, sem se deixar influenciar seja por quem for.
Uma saudação amiga, com o desejo de êxito no novo mandato.
E com toda a justiça, porque tem agido sempre com exemplar isenção e grande competência, sendo merecedor do respeito e admiração de todos aqueles que desejam ver fazer-se boa justiça, sem se deixar influenciar seja por quem for.
Uma saudação amiga, com o desejo de êxito no novo mandato.
Haverá ou não aumento de impostos?!
Os entendidos já disseram que o défice das contas públicas vai disparar no próximo ano para mais de 8%!
O que será, evidentemente muito superior ao fixado pela União Europeia, que o coloca em 3%.
Ora, o governador do Banco de Portugal veio emitir a opinião no sentido de que para diminuir tal défice, há duas soluções: aumento de impostos já em 2010, ou grande corte nas despesas.
É certo que Vítor Constâncio já veio tentar esclarecer que essa sua previsão poderá “suavizar-se” até 2013.
Mas a verdade é que, para se evitarem más interpretações ou dúvidas, o Primeiro Ministro viu-se “obrigado” a afirmar que não serão aumentados os impostos em 2010.
Porém, categorizados economistas pronunciaram-se não ser possível “escapar” a esse aumento!
Mais, uma discordância entre responsáveis políticos e especialistas, quanto a um ponto de muita importância para os portugueses, pelo menos para os menos abonados, porque há ainda muitos que, pelo grande volume dos seus ganhos, o aumento dos impostos pouco agravam a sua situação.
O que será, evidentemente muito superior ao fixado pela União Europeia, que o coloca em 3%.
Ora, o governador do Banco de Portugal veio emitir a opinião no sentido de que para diminuir tal défice, há duas soluções: aumento de impostos já em 2010, ou grande corte nas despesas.
É certo que Vítor Constâncio já veio tentar esclarecer que essa sua previsão poderá “suavizar-se” até 2013.
Mas a verdade é que, para se evitarem más interpretações ou dúvidas, o Primeiro Ministro viu-se “obrigado” a afirmar que não serão aumentados os impostos em 2010.
Porém, categorizados economistas pronunciaram-se não ser possível “escapar” a esse aumento!
Mais, uma discordância entre responsáveis políticos e especialistas, quanto a um ponto de muita importância para os portugueses, pelo menos para os menos abonados, porque há ainda muitos que, pelo grande volume dos seus ganhos, o aumento dos impostos pouco agravam a sua situação.
O Orçamento é Rectificativo, redistributivo ou suplementar?!
Realmente a língua portuguesa é pródiga em nela haver palavras que, ao fim e ao cabo, significam o mesmo!
Foi o que sucedeu, sem dúvida, com este segundo orçamento rectificativo (chamamos-lhe nós e cremos que bem) que o Ministro das Finanças optou por designá-lo com redistributivo, talvez para não se comparar a situação com uma outra que já existiu há anos…
Mas, redistributivo porquê, se o que importa ao Governo actualmente é tapar um grande buraco de mais de 7 mil milhões de euros!
O que é que nele se irá redistribuir?!
Porquê fugir-se á verdade em relação a um documento importante, que devia ser transparente?!
O que nesse documento, agora apresentado no Parlamento, rectificam-se sim, certas verbas já consideradas insuficientes, o que quer dizer que oportunamente a previsão não foi correcta, principalmente quanto a uma significativa redução na cobrança de receitas.
Será que a língua portuguesa dá para tudo, até para fugir a conceitos já fixados há muito?!
Foi o que sucedeu, sem dúvida, com este segundo orçamento rectificativo (chamamos-lhe nós e cremos que bem) que o Ministro das Finanças optou por designá-lo com redistributivo, talvez para não se comparar a situação com uma outra que já existiu há anos…
Mas, redistributivo porquê, se o que importa ao Governo actualmente é tapar um grande buraco de mais de 7 mil milhões de euros!
O que é que nele se irá redistribuir?!
Porquê fugir-se á verdade em relação a um documento importante, que devia ser transparente?!
O que nesse documento, agora apresentado no Parlamento, rectificam-se sim, certas verbas já consideradas insuficientes, o que quer dizer que oportunamente a previsão não foi correcta, principalmente quanto a uma significativa redução na cobrança de receitas.
Será que a língua portuguesa dá para tudo, até para fugir a conceitos já fixados há muito?!
Era de prever…
Eram já poucos os que acreditavam que as certidões das escutas dos telefonemas entre Sócrates e Armando Vara não seriam arquivadas ou mesmo destruídas!
Já ninguém era capaz de aceitar que o Procurador Geral da República tomaria posição diferente do Magistrado instrutor do processo de Aveiro, em que estava a ser investigado aquele assunto.
Este Magistrado entendia que, pelo menos, devia promover-se um inquérito acerca daqueles telefonemas escutados em que poderia estar em causa a pratica de um crime contra o Estado de Direito, com o que não concordou o PGR.
De estranhar é também que este tivesse chegado a dizer que daria a conhecer o conteúdo dessas conversas entre Sócrates e Vara e, afinal, acabasse por mandar arquivar as respectivas certidões sem esperar sequer pela decisão do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Quer dizer que, inclusivamente, não se aceitou a opinião de alguns categorizados penalistas, como o Prof. Doutor Costa Andrade, de Coimbra.
E o certo é que, infelizmente, assim procedendo, não se desfez a suspeita que pairava e ainda paira no público.
A não ser que seja o Primeiro o Ministro a vir dar os esclarecimentos precisos, como, aliás, prometeu, dizendo que falaria depois dos Magistrados terem tomado uma posição.
É que, efectivamente, este assunto motivou muito interesse e tem originado muita polémica.
E o próprio Eng.º José Sócrates teria vantagem em apresentar-se perante o País, dando a conhecer o que se passou nas conversas por telemóveis com o seu Amigo Armando Vara!
Para finalizar: o magistrado de Aveiro terá condições para continuar a defender uma atitude diferente da que, pelo menos para já, foi tomada ou virá ele a ter consequências desagradáveis.
Já ninguém era capaz de aceitar que o Procurador Geral da República tomaria posição diferente do Magistrado instrutor do processo de Aveiro, em que estava a ser investigado aquele assunto.
Este Magistrado entendia que, pelo menos, devia promover-se um inquérito acerca daqueles telefonemas escutados em que poderia estar em causa a pratica de um crime contra o Estado de Direito, com o que não concordou o PGR.
De estranhar é também que este tivesse chegado a dizer que daria a conhecer o conteúdo dessas conversas entre Sócrates e Vara e, afinal, acabasse por mandar arquivar as respectivas certidões sem esperar sequer pela decisão do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Quer dizer que, inclusivamente, não se aceitou a opinião de alguns categorizados penalistas, como o Prof. Doutor Costa Andrade, de Coimbra.
E o certo é que, infelizmente, assim procedendo, não se desfez a suspeita que pairava e ainda paira no público.
A não ser que seja o Primeiro o Ministro a vir dar os esclarecimentos precisos, como, aliás, prometeu, dizendo que falaria depois dos Magistrados terem tomado uma posição.
É que, efectivamente, este assunto motivou muito interesse e tem originado muita polémica.
E o próprio Eng.º José Sócrates teria vantagem em apresentar-se perante o País, dando a conhecer o que se passou nas conversas por telemóveis com o seu Amigo Armando Vara!
Para finalizar: o magistrado de Aveiro terá condições para continuar a defender uma atitude diferente da que, pelo menos para já, foi tomada ou virá ele a ter consequências desagradáveis.
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Comissão parlamentar para combate à corrupção!
Pacheco Pereira vai ver, decerto, realizada uma sua pretensão antiga: a da constituição de uma Comissão parlamentar para o acompanhamento do combate á corrupção.
Foi o líder da bancada social-democrata, Aguiar Branco, quem fez esse anúncio.
É de aplaudir tudo o que se promova para tentar debelar um dos “cancros” mais graves no nosso País.
E, se até agora, alguns dos meios existentes se têm mostrado ineficazes, há, na verdade, que aquela Comissão desenvolva os seus esforços sérios, persistentes e sem qualquer espécie de receio, para não permitir que fique impune algo de tão indigno, como é a corrupção.
Será bom não esquecer que já João Cravinho, quando deputado, quis atacar esse mal, mas infelizmente sem êxito, por acção de alguns que o deviam apoiar nesse seu bem intencionado propósito.
Desta vez, porém, espera-se que, pelo menos, a maioria da oposição vote favoravelmente a criação dessa Comissão, dando-lhe os meios para ela bem funcionar.
Foi o líder da bancada social-democrata, Aguiar Branco, quem fez esse anúncio.
É de aplaudir tudo o que se promova para tentar debelar um dos “cancros” mais graves no nosso País.
E, se até agora, alguns dos meios existentes se têm mostrado ineficazes, há, na verdade, que aquela Comissão desenvolva os seus esforços sérios, persistentes e sem qualquer espécie de receio, para não permitir que fique impune algo de tão indigno, como é a corrupção.
Será bom não esquecer que já João Cravinho, quando deputado, quis atacar esse mal, mas infelizmente sem êxito, por acção de alguns que o deviam apoiar nesse seu bem intencionado propósito.
Desta vez, porém, espera-se que, pelo menos, a maioria da oposição vote favoravelmente a criação dessa Comissão, dando-lhe os meios para ela bem funcionar.
O 25 de Novembro!
Decerto, não agradou a alguns a acção dos militares que desenvolveram um movimento de reacção contra os que desejavam instaurar no País um regime, digamos, radical, sem partidos políticos e sem democracia pluralista.
Porém, o certo é que, a partir do êxito dessa acção, a democracia em que hoje vivemos, começou a delinear-se e a fortalecer-se nos verdadeiros pilares de um regime democrático.
No País, iniciou-se uma época de maior paz social, a ordem em vários sectores foi surgindo, podendo os partidos desempenhar livremente as suas funções, embora continuando a haver confrontos ideológicos e visões políticas diferentes.
O certo é que Portugal alcançou até no panorama político internacional uma melhor aceitação e um maior respeito, do que viria a beneficiar.
Os militares do 25 de Novembro merecem o agradecimento dos portugueses defensores desde há muito de uma democracia representativa, pluralista e com mais justiça social.
E por maioria de razão, essa gratidão merece o General Ramalho Eanes que orientou superiormente aquele movimento.
Porém, o certo é que, a partir do êxito dessa acção, a democracia em que hoje vivemos, começou a delinear-se e a fortalecer-se nos verdadeiros pilares de um regime democrático.
No País, iniciou-se uma época de maior paz social, a ordem em vários sectores foi surgindo, podendo os partidos desempenhar livremente as suas funções, embora continuando a haver confrontos ideológicos e visões políticas diferentes.
O certo é que Portugal alcançou até no panorama político internacional uma melhor aceitação e um maior respeito, do que viria a beneficiar.
Os militares do 25 de Novembro merecem o agradecimento dos portugueses defensores desde há muito de uma democracia representativa, pluralista e com mais justiça social.
E por maioria de razão, essa gratidão merece o General Ramalho Eanes que orientou superiormente aquele movimento.
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Para ler e Meditar
“O país está doente e muito afectado do ponto de vista moral”
(Henrique Granadeiro, no “Jornal Económico Weekend”, de 21 do corrente)
(Henrique Granadeiro, no “Jornal Económico Weekend”, de 21 do corrente)
A Ministra do Ambiente já trabalha!
Dulce Pássaro, que actualmente tem a seu cargo o Ministério do Ambiente, logo se dispôs a fazer uma revisão dos diplomas e de algumas decisões da responsabilidade do seu antecessor, uma delas que, por sinal, já tem data posterior as eleições.
A Ministra vai ordenar uma mega inspecção aos sectores dos resíduos e serão revistas as taxas de conservação da natureza, sendo também feito um estudo sobre as taxas a pagar pela água.
Quer dizer que, esta governante, não esteve com meias medidas, apressando-se a iniciar a sua acção, sem preconceitos, quanto a certos assuntos, tratados pelo governo anterior no sector do ambiente.
A Ministra vai ordenar uma mega inspecção aos sectores dos resíduos e serão revistas as taxas de conservação da natureza, sendo também feito um estudo sobre as taxas a pagar pela água.
Quer dizer que, esta governante, não esteve com meias medidas, apressando-se a iniciar a sua acção, sem preconceitos, quanto a certos assuntos, tratados pelo governo anterior no sector do ambiente.
Ambiente inquieto no PSD!
Dentro deste Partido vai, a nível nacional, engrossando a opinião de que a liderança actual não tem sido boa, havendo já muitos que desejam que, com brevidade, se realizem eleições internas.
Há um descontentamento generalizado pela forma de actuação da Dr.ª Manuela Ferreira Leite e dos seus mais directos colaboradores.
E já alguns militantes daquele partido, dizem que ele está praticamente sem direcção e que é urgente, com outras pessoas, dar um outro rumo partidário.
E para tomarem conta da liderança, fala-se em Passos Coelho, Aguiar Branco, Marcelo Rebelo de Sousa, António Nogueira Pinto e outros.
O PSD está a atravessar, na verdade, mais um período mau, procurando quem o comande de forma hábil, segura, inteligente e sobretudo com o saber fazer oposição correcta e firme, não se furtando a uma melhor comunicação com o público.
No nosso regime democrático, o PSD será preciso, desde que bem orientado, e preservado de contradições e de debilidade política.
Há um descontentamento generalizado pela forma de actuação da Dr.ª Manuela Ferreira Leite e dos seus mais directos colaboradores.
E já alguns militantes daquele partido, dizem que ele está praticamente sem direcção e que é urgente, com outras pessoas, dar um outro rumo partidário.
E para tomarem conta da liderança, fala-se em Passos Coelho, Aguiar Branco, Marcelo Rebelo de Sousa, António Nogueira Pinto e outros.
O PSD está a atravessar, na verdade, mais um período mau, procurando quem o comande de forma hábil, segura, inteligente e sobretudo com o saber fazer oposição correcta e firme, não se furtando a uma melhor comunicação com o público.
No nosso regime democrático, o PSD será preciso, desde que bem orientado, e preservado de contradições e de debilidade política.
Vamos à luta!
O que levará alguns políticos a defender os lugares que ocupam, fazendo tudo o que lhes é possível para continuarem neles?!
Principalmente, quando eles dão bom dinheiro ou certa influência ou postura de relevo.
E há tantos desejosos de consideração social!
Por isso e para isso, se agarram aos lugares como “lapas às rochas”.
Interessa-lhes, sobretudo, continuar numa posição de destaque, que os faça sobressair para ser satisfeita a sua vaidade, para além dos seus próprios interesses materiais,
E tal verifica-se a todos os níveis, em simples órgãos locais ou em meras comissões responsáveis em colectividades ou grupos.
O país está cheio de “pavões” ou de “serviçais” que têm apenas a função de satisfazer os interesses dos outros, cobrando, claro a sua “comissãozinha”.
Vão sendo poucos, infelizmente, aqueles a quem importa, acima de tudo, lutar com honestidade e persistência por um ideal digno e elevado, procedendo sempre em coerência com ele.
Mas essa luta tem mesmo que fazer-se, se se quiser que o nosso país seja, efectivamente, livre, democrático e próspero.
E tal luta tem de partir dos que ainda põem em primeiro lugar agir de acordo com a ética, seja a que respeita à política, aos negócios ou a quaisquer outras actividades.
Essa luta espera pelos bem-intencionados.
Principalmente, quando eles dão bom dinheiro ou certa influência ou postura de relevo.
E há tantos desejosos de consideração social!
Por isso e para isso, se agarram aos lugares como “lapas às rochas”.
Interessa-lhes, sobretudo, continuar numa posição de destaque, que os faça sobressair para ser satisfeita a sua vaidade, para além dos seus próprios interesses materiais,
E tal verifica-se a todos os níveis, em simples órgãos locais ou em meras comissões responsáveis em colectividades ou grupos.
O país está cheio de “pavões” ou de “serviçais” que têm apenas a função de satisfazer os interesses dos outros, cobrando, claro a sua “comissãozinha”.
Vão sendo poucos, infelizmente, aqueles a quem importa, acima de tudo, lutar com honestidade e persistência por um ideal digno e elevado, procedendo sempre em coerência com ele.
Mas essa luta tem mesmo que fazer-se, se se quiser que o nosso país seja, efectivamente, livre, democrático e próspero.
E tal luta tem de partir dos que ainda põem em primeiro lugar agir de acordo com a ética, seja a que respeita à política, aos negócios ou a quaisquer outras actividades.
Essa luta espera pelos bem-intencionados.
Amor a quanto obrigas!
A propósito do PS local, está a fazer-se passar na imprensa uma má imagem, que não merece e não o dignifica.
E não há memória que algo de idêntico tenha ocorrido em quaisquer outros tempos!
Quase parece que alguém está apostado em ferir com gravidade o partido numa altura em que – muito embora entendamos não terem sido tomadas as melhores posições relativamente à organização das listas concorrentes às eleições autárquicas e também inclusivamente à própria campanha – se verificou, afinal, a vitória socialista no concelho da Figueira.
O quê ou quem estará por detrás de tudo o que se passa?
Acusações recíprocas entre militantes e até responsáveis, indicação de pessoas porventura culpadas, pelo mau funcionamento ou mesmo recente apatia do partido neste concelho e, principalmente, pela deficiente organização da campanha que parece não ter havido a melhor escolha para quem a orientasse.
Tudo isso tem sido notícia frequente nos jornais.
E agora, apareceu, de novo, a mulher de Luís Tovim, derrotado estranhamente para a Presidência da Assembleia Municipal, vir em “defesa” do marido, o qual decerto não a incumbiu disso nem precisava…
Foi, primeiramente, o almoço que a Senhora promoveu como que “em desagravo” do marido e, hoje, no Diário da Beiras, surgiram alguns excertos de uma sua carta, em que fez afirmações afrontosas do próprio PS local, chegando a dizer que Tovim, em 3 meses, fez mais por esse partido do que muitos outros em 12 anos!
Mas o certo é, que não referiu uma única acção ou iniciativa em que ele beneficiasse ou apoiasse o PS, e não é de esquecer que Luís Tovim pertencia, mesmo à data da sua candidatura, ao PSD, dizendo aquela Senhora que foi preciso que o PS fosse buscar ao PSD um candidato à Assembleia Municipal.
E o ataque que é feito ao António João Paredes e aos que, ao longo dos anos, tiveram responsabilidades no PS local, que sabe aquela Senhora da história daquele partido neste concelho e da acção dos socialistas a favor da Figueira?!
Perdeu aquela Senhora uma boa ocasião de ficar calada, não agravando, como agrava a situação política do seu marido.
Compreende-se a tristeza de Tovim e da mulher em não virem a ocupar lugares de primeira linha na vida política figueirense, e compreende-se também que ela tenha querido demonstrar mais uma vez o seu amor conjugal.
Mas, francamente, tal não justifica (ou melhor justifica em quem não percebe nada de politica!) a carta cujos excertos, hoje publicados no Diário da Beiras, é simplesmente ridícula.
E não há memória que algo de idêntico tenha ocorrido em quaisquer outros tempos!
Quase parece que alguém está apostado em ferir com gravidade o partido numa altura em que – muito embora entendamos não terem sido tomadas as melhores posições relativamente à organização das listas concorrentes às eleições autárquicas e também inclusivamente à própria campanha – se verificou, afinal, a vitória socialista no concelho da Figueira.
O quê ou quem estará por detrás de tudo o que se passa?
Acusações recíprocas entre militantes e até responsáveis, indicação de pessoas porventura culpadas, pelo mau funcionamento ou mesmo recente apatia do partido neste concelho e, principalmente, pela deficiente organização da campanha que parece não ter havido a melhor escolha para quem a orientasse.
Tudo isso tem sido notícia frequente nos jornais.
E agora, apareceu, de novo, a mulher de Luís Tovim, derrotado estranhamente para a Presidência da Assembleia Municipal, vir em “defesa” do marido, o qual decerto não a incumbiu disso nem precisava…
Foi, primeiramente, o almoço que a Senhora promoveu como que “em desagravo” do marido e, hoje, no Diário da Beiras, surgiram alguns excertos de uma sua carta, em que fez afirmações afrontosas do próprio PS local, chegando a dizer que Tovim, em 3 meses, fez mais por esse partido do que muitos outros em 12 anos!
Mas o certo é, que não referiu uma única acção ou iniciativa em que ele beneficiasse ou apoiasse o PS, e não é de esquecer que Luís Tovim pertencia, mesmo à data da sua candidatura, ao PSD, dizendo aquela Senhora que foi preciso que o PS fosse buscar ao PSD um candidato à Assembleia Municipal.
E o ataque que é feito ao António João Paredes e aos que, ao longo dos anos, tiveram responsabilidades no PS local, que sabe aquela Senhora da história daquele partido neste concelho e da acção dos socialistas a favor da Figueira?!
Perdeu aquela Senhora uma boa ocasião de ficar calada, não agravando, como agrava a situação política do seu marido.
Compreende-se a tristeza de Tovim e da mulher em não virem a ocupar lugares de primeira linha na vida política figueirense, e compreende-se também que ela tenha querido demonstrar mais uma vez o seu amor conjugal.
Mas, francamente, tal não justifica (ou melhor justifica em quem não percebe nada de politica!) a carta cujos excertos, hoje publicados no Diário da Beiras, é simplesmente ridícula.
Sábado, Novembro 21, 2009
Homenagem ao Pastor João Neto
O Centro Social Cova-Gala homenageou, ontem, o Pastor João Neto que foi o seu fundador e grande impulsionador.
Aquele Centro, que, há já muitos anos, vem desenvolvendo uma muito válida acção social, deve àquele Pastor relevantes serviços e uma grande dedicação.
Felicitamo-lo por esta muito justa homenagem à qual nos associamos.
Aquele Centro, que, há já muitos anos, vem desenvolvendo uma muito válida acção social, deve àquele Pastor relevantes serviços e uma grande dedicação.
Felicitamo-lo por esta muito justa homenagem à qual nos associamos.
As taxas moderadoras
Mais um recuo deste governo, desta vez acabando com as taxas devidas por internamentos e cirurgias, taxas que, no tempo do Ministro Correia de Campos tanta polémica motivaram e pelas quais o governo de então tanto se bateu.
Agora, é o próprio Correia de Campos que já reconheceu que foi uma má medida, concordando com a actual posição deste governo.
Porém, os recuos vão sendo já vários e mais virão porque, na verdade, há muitos erros a reconhecer com humildade, e a corrigir.
Agora, é o próprio Correia de Campos que já reconheceu que foi uma má medida, concordando com a actual posição deste governo.
Porém, os recuos vão sendo já vários e mais virão porque, na verdade, há muitos erros a reconhecer com humildade, e a corrigir.
As compensações políticas
No último Conselho de Ministros foram nomeados os governadores civis, representantes que são do governo nos 18 distritos do país.
E foram reconduzidos 10, dando-se os restantes 8 a socialistas que, por uma razão ou outra, não conseguiram ocupar os lugares a que concorreram nas últimas eleições.
Alguns deles nem sequer são conhecidos nos distritos em que agora ficam a representar o governo. Mas, como vai sendo hábito, houve que os compensar, não os deixando “ desempregados”.
Enfim, assim vai acontecendo neste nosso país, que parece “ malfadado”.
E foram reconduzidos 10, dando-se os restantes 8 a socialistas que, por uma razão ou outra, não conseguiram ocupar os lugares a que concorreram nas últimas eleições.
Alguns deles nem sequer são conhecidos nos distritos em que agora ficam a representar o governo. Mas, como vai sendo hábito, houve que os compensar, não os deixando “ desempregados”.
Enfim, assim vai acontecendo neste nosso país, que parece “ malfadado”.
Novos Presidente do Conselho Europeu e Ministra dos Negócios Estrangeiros
Por consenso foram ontem nomeados Van Rompuy para presidente do Conselho Europeu e a baronesa e trabalhista inglesa Catherine Ashton para encarregada da Política Externa.
Foram, realmente, duas pessoas de quem não se tinha falado e que são pouco conhecidas nos ambientes da União Europeia.
Porém, gozam de boa reputação pela sua competência e discrição nos lugares que têm ocupado nos seus países.
A respectiva posse realizar-se-á em Lisboa, entrando em vigor o Tratado em 1 de Dezembro próximo.
Resultará daí um maior êxito para a UE, fazendo-a realizar as suas principais finalidades, sobretudo a social?
Veremos.
Foram, realmente, duas pessoas de quem não se tinha falado e que são pouco conhecidas nos ambientes da União Europeia.
Porém, gozam de boa reputação pela sua competência e discrição nos lugares que têm ocupado nos seus países.
A respectiva posse realizar-se-á em Lisboa, entrando em vigor o Tratado em 1 de Dezembro próximo.
Resultará daí um maior êxito para a UE, fazendo-a realizar as suas principais finalidades, sobretudo a social?
Veremos.
Como é possível?
A Ministra do Trabalho mostrou-se surpreendida com a presente taxa de desemprego! É muito estranho que quem é responsável por aquela pasta ministerial se tenha pronunciado nesse sentido.
Mesmo tendo estado há já tempo em Bruxelas com responsabilidades na Confederação Internacional dos Sindicatos, não é aceitável que desconhecesse a grave situação do desemprego em Portugal.
Mas o que é preciso é que aquela Ministra tenha a competência e os meios necessários para desenvolver um eficaz combate ao desemprego.
Enfim, haja esperança na acção desta Ministra – sindicalista.
Censurável atitude na Câmara de Coimbra
Segundo foi hoje noticiado, o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra proibiu que os jornalistas assistissem às reuniões quinzenais do Executivo! Poderão, apenas, estar presentes nas reuniões semanais que são abertas ao público. Quer dizer que se reduziu, por vontade da maioria daquele Executivo, o exercício do direito de informação que compete à imprensa. E tal não sucedia há já algumas décadas, dando-se, desde então, a possibilidade de a acção municipal decorrer com transparência.
Claro que já houve reacções contra tão estranha e censurável decisão: a de Teresa Alegre e Carlos Cidade, os quais entendem que a própria comunidade conimbricense devia manifestar-se tentando levar o Executivo a reconsiderar e recuar naquela sua decisão.
Mesmo tendo estado há já tempo em Bruxelas com responsabilidades na Confederação Internacional dos Sindicatos, não é aceitável que desconhecesse a grave situação do desemprego em Portugal.
Mas o que é preciso é que aquela Ministra tenha a competência e os meios necessários para desenvolver um eficaz combate ao desemprego.
Enfim, haja esperança na acção desta Ministra – sindicalista.
Censurável atitude na Câmara de Coimbra
Segundo foi hoje noticiado, o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra proibiu que os jornalistas assistissem às reuniões quinzenais do Executivo! Poderão, apenas, estar presentes nas reuniões semanais que são abertas ao público. Quer dizer que se reduziu, por vontade da maioria daquele Executivo, o exercício do direito de informação que compete à imprensa. E tal não sucedia há já algumas décadas, dando-se, desde então, a possibilidade de a acção municipal decorrer com transparência.
Claro que já houve reacções contra tão estranha e censurável decisão: a de Teresa Alegre e Carlos Cidade, os quais entendem que a própria comunidade conimbricense devia manifestar-se tentando levar o Executivo a reconsiderar e recuar naquela sua decisão.
São 60 milhões de euros ou mais?
Nas notícias sobre a primeira sessão de trabalho da actual Câmara disse-se que a dívida era de 60 milhões de euros. Mas, afinal, parece que ela é, sim, de mais elevado montante.
Se assim for, a acção do Executivo não pode ser a que se desejaria. É que, realmente, há-de ser muito difícil proceder ao saneamento financeiro que se impõe. E a Figueira bem precisa que se faça alguma coisa para a sua valorização.
Se assim for, a acção do Executivo não pode ser a que se desejaria. É que, realmente, há-de ser muito difícil proceder ao saneamento financeiro que se impõe. E a Figueira bem precisa que se faça alguma coisa para a sua valorização.
Dr. Carlos Monteiro
Foi nomeado vice-Presidente da Câmara do Dr. Carlos Monteiro, vereador do PS do actual Executivo e que tinha sido recentemente eleito pelo Conselho Geral Director da Escola Joaquim de Carvalho. Saudamo-lo desejando um bom êxito no exercício das suas novas funções camarárias.
Quebra de promessa pelo PSD
No parlamento foi ontem votado o diploma em que se requeria a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores. E, afinal, apesar de nas respectivas campanhas eleitorais todos os partidos de oposição ao PS terem defendido a suspensão imediata daquele modelo, o PSD, abstendo-se, deu a mão ao que o PS pretendia.
Violou, assim, aquela promessa feita, decerto apenas para agradar então aos professores e cativar-lhes os votos.
É certo que o diploma aprovado concede ao governo 30 dias para proceder à revisão do modelo de avaliação, mas o que sairá daí?
Pelos vistos, cada vez mais não se pode acreditar no que os candidatos dizem nas campanhas e nos programas eleitorais.
Mas, pelo menos, parece que o Estatuto da Carreira Docente deixará de haver a distinção entre professores e professores titulares...
Por fim: de estranhar que a Ministra da Educação não tivesse comparecido na sessão parlamentar. Saberia já da posição do PSD e não concordaria com ela?
Violou, assim, aquela promessa feita, decerto apenas para agradar então aos professores e cativar-lhes os votos.
É certo que o diploma aprovado concede ao governo 30 dias para proceder à revisão do modelo de avaliação, mas o que sairá daí?
Pelos vistos, cada vez mais não se pode acreditar no que os candidatos dizem nas campanhas e nos programas eleitorais.
Mas, pelo menos, parece que o Estatuto da Carreira Docente deixará de haver a distinção entre professores e professores titulares...
Por fim: de estranhar que a Ministra da Educação não tivesse comparecido na sessão parlamentar. Saberia já da posição do PSD e não concordaria com ela?